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Beautycare Brazil » Notícias » Mídia Nacional » Importação em alta desestrutura setor têxtil

O volume de importação cresceu, mas a produção física de vestuário em 2011 teve queda de 4,4% na comparação com o ano anterior, segundo dados da pesquisa industrial mensal do IBGE. O faturamento real do segmento contudo, resistiu no ano passado, com alta de 2,9% em relação a 2010, pela pesquisa da CNI. “A indústria de confecção também passou a importar não só matéria-prima têxtil, para reduzir o custo de produção, mas também o vestuário pronto”, diz Edgard Pereira, professor da Unicamp. A importação de roupas já prontas foi a reação da indústria de vestuário à concorrência externa, e foi o que propiciou o aumento de faturamento, apesar da redução de produção doméstica. “O problema é quem está atrás: o setor têxtil, prejudicado não só pela importação da indústria quanto dos varejista”, acrescenta Pereira. “A importação não acontece mais somente por preço ou sobra de mercado. Há uma mudança estrutural”, diz Pereira. A Stenville, a beneficiadora de tecidos de Jundiaí, é apenas uma das que contribuíram com a queda de 14,9% da produção brasileira de têxteis registrada pelo IBGE no ano passado. Além da queda de produção, o segmento amargou 9,2% de perda de faturamento real em 2011. Foi o maior recuo entre os segmentos da indústria de transformação, segundo o levantamento da CNI. A importação começa a desestruturar a cadeia do vestuário, atingindo principalmente os têxteis, diz José Augusto de Castro, presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). “São números que já indicam ligeira desindustrialização. O importado está tomando efetivamente o lugar do produto nacional.” Há os que, dentro do próprio setor, já protagonizam essa substituição. (Fonte: Valor Econômico) Leia a matéria completa no site da AEB.